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Torcida

Lutador brasiliense segue em boa fase no UFC

Matheus Garzon
redacao@grupojbr.com

Vicente Luque está imparável. Depois de mais uma vitória por finalização, no último sábado (6), pelo UFC 229, o brasiliense se tornou o segundo lutador com mais vitórias por nocaute, desde 2015, em toda a organização, com sete. Acumulando agora três vitórias seguidas, o candango afirma: “Não procuro mais ser top 15, eu já me sinto um lutador top 15”.

O evento realizado em Las Vegas era o mais esperado do ano graças à luta principal entre o invicto russo Khabib Nurmagomedov e o irlandês Conor McGregor. De acordo com Vicente Luque, foi uma atmosfera bem diferente de outras que ele já presenciou. “Desde que saí do hotel em direção à arena, deu para perceber que tinha muita gente no clima. Tinha muito russo e irlandês. Na minha luta a torcida foi neutra, mas bem empolgante”.

O combate, no entanto, não foi tão complicado. Luque precisou de apenas três minutos e 52 segundos para nocautear o estreante norte-americano, Jalin Turner. “O que me surpreendeu nele foi a rapidez. Ele é longo, já esperava que fosse usar a envergadura, mas os socos dele tinham bastante agilidade”, avalia o brasiliense.

Para neutralizar a diferença de 10 centímetros com relação ao oponente, Vicente Luque conta que tratou de “encurralar” o adversário. “Isso significa que eu tentei ir cortando o ângulo dele, fazendo andar para trás. Analisei muito as lutas do Jalin e ele gosta de andar muito para frente. Além disso, busquei chutar as coxas para deixá-lo mais parado”, explica o candango, que nocauteou o adversário depois de aproveitar o vacilo durante uma cotovelada rodada que, segundo Luque, foi devagar e deu tempo para revidar com um soco.

Já de volta a Brasília, o Assassino Silencioso diz que tirará uma semana para descansar, mas depois já volta a se preparar pensando em um próximo combate. “Minha intenção é já em dezembro ou janeiro lutar de novo. Foi uma luta que eu não tive lesão, portanto a recuperação é rápida”, conta.

Péssimo para o esporte

O ponto alto da noite foi a luta pelo cinturão dos pesos-leve entre Khabib Nurmagomedov e Conor McGregor. A finalização que o russo aplicou no irlandês, no entanto, acabou ofuscada pela confusão geral logo após o combate.

Nurmagomedov pulou a grade do octógono e deu uma voadora em direção ao treinador de McGregor. Enquanto isso, companheiros do russo subiram o ringue e agrediram o irlandês que estava distraído. “Depois da luta, a gente fica numa sala ao lado dos vestiários com um buffet e um telão para ver as outras lutas. O que a gente viu lá foi muita polícia e seguranças”, lembra Luque.

Para ele, a bagunça no final do combate atrapalha a imagem do esporte que já sofre tanto com o preconceito. “Uma coisa bem triste. O que fazemos é esporte, não briga de rua. Isso acaba atrapalhando a imagem do próprio UFC e do MMA de maneira geral”.

Um dos pontos que esquentaram os ânimos, segundo ele, foi a promoção da luta. “Eles exageraram na rivalidade, fora do esporte. Poderia ter focado na invencibilidade do Khabib e nos dois cinturões do McGregor, seria muito melhor”.

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